Qual o cenário que temos nos tempos atuais em sala de aula?

Alunos que não conseguem sentar, que correm pela sala, implicam com os colegas, usam de violência; alunos introvertidos, alunos que não aprendem e também aqueles com problemas especiais mais específicos e visíveis. Esse arsenal de problemas na caminhada do ensino, está tomando conta dos bancos escolares evidenciando que é necessária uma nova postura do professor. Para tratar com essa demanda “especial” precisa-se de professores “especiais”.

Essas pessoas especiais que nos chegam são advindas de um novo panorama sócio-familiar, evidenciando um público com uma estrutura bem diferenciada, deparando-nos então com carências e especificidades provenientes de todo esse contexto.

Bem e o que nos cabe? Desistir? Desanimar? Deixar prá lá?

De jeito nenhum! Precisamos, sim, colocar nossa missão “a postos” e lembrarmo-nos do nosso juramento quando nos formamos: o de honrar nossa profissão.

Honrar nossa profissão é fazer a diferença no meio da diferença. É entender esse novo contexto. Só que esse novo contexto exige reflexão, estudo, pesquisa e muita ajuda. E como ajudar? Conquistando…acolhendo…abraçando…motivando. É essa a chave dessa porta emperrada. Não tem outro caminho. É necessária muita compaixão. Não compaixão de pena, mas compaixão de entendimento, serenidade e ternura. Tentar aliviar o fardo de quem muitas vezes não tem ninguém.

Outra vez ouvi de uma professora da faculdade em que fiz pedagogia: – Nem que seja uma pessoa que consigas atingir já estarás fazendo a tua parte!

Precisamos ser então um professor especial. Um professor realmente entrelaçado com suas responsabilidades de fazer a diferença.

Sugiro, para quem não viu ainda o filme indiano “Como estrelas na terra”. Vai acrescentar e muito no entendimento do que é ser um professor especial.