Esses tempos, numa de minhas aulas na faculdade, uma aluna comentou que ao deparar-se com o estágio obrigatório sua visão de mundo profissional havia mudado. Trata-se de uma simples, mas dolorosa constatação: nem todos os professores estão realmente envolvidos com a causa da educação. Alguns estão ali por estarem, sem nenhum objetivo; outros perderam o encanto, já fizeram algo, agora não fazem mais.

Gostaria muito de entender o que aconteceu com esses professores que deixaram de apostar, deixaram de admirar seu aluno, seu trabalho e consequentemente a si próprio, porque conviver com algo que você não ama e que não se é completamente envolvido, é muito desgastante e desconfortável, sem contar com o temível ter de estar dentro de algo que se quer estar fora.

Trazendo para a vida da gente, é como se fosse um casamento que não está existindo mais investimento, ele vai, mas até quando? Até quando sua saúde não aguentar? Até quando os outros não aguentarem mais?

Agora, e no caso da profissão professor, que marcas serão deixadas por esses profissionais que não gostam do que fazem? Aquele aluno que está ali à mercê é uma vítima daquele que nem pensa nas consequências de seus atos, no que suas atitudes podem contribuir negativamente para a vida dele.

Afinal, de que lado você está? Do lado bom da profissão ou do lado ruim? Lado bom liberdade, alegria, realização; lado ruim prisão, tristeza, limitação.

Será que não vivemos num momento que precisamos plantar o otimismo, vender sonhos, entender o humano e respeitar a vida que está nos chamando a todo o momento?

Talvez esse seja realmente o grande entendimento do trabalho docente, ser um profissional comprometido com a causa humana, de corpo e alma, mostrando o seu melhor, todos os dias, todas as horas que lhe forem ofertadas.

Uma oportunidade de ouro! Não perca esse tesouro! Ele trará juros e correção monetária para o seu coração!