Franciele Fey

 

A palavra Fractal vem do Latim “fractus” que quer dizer fragmentado, fracionado. É a ideia de que a parte está no todo e o todo está na parte. Fractais são objetos e estruturas de dimensão espacial fracionária, com a propriedade de auto-similaridade. Benoit Mandelbrot, o criador da Teoria dos Fractais, insiste e mostra que é a Geometria Fractal, e não a geometria clássica euclidiana, a que realmente reflete a geometria dos objetos do mundo real.

Conforme Corrêa (2007), essa geometria, nada convencional, tem raízes remontando ao século XIX e algumas indicações neste sentido vêm de muito antes na Grécia Homérica, Índia, China, entre outros. Porém, somente há poucos anos vem se consolidando com o desenvolvimento dos computadores e o auxílio de novas teorias nas áreas da Física, Biologia, Astronomia e Matemática.

Diferentes definições de Fractais surgiram com o aprimoramento de sua teoria. Uma definição simples é esta: Fractais são objetos gerados pela repetição de um mesmo processo recursivo, apresentando auto-semelhança e complexidade infinitas.

Com a ideia de Fractal, deixamos de ver as coisas somente quantitativamente e passamos a vê-las também com um olhar qualitativo.

A ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de beleza infinita e grande complexidade, que estão ligadas ao desenvolvimento da vida, às formas da natureza e a própria compreensão do universo, trata-se de uma geometria nada convencional.

Essa geometria busca padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório.

Ideias tais como “dimensões fracionais” tendem a parecer bizarras ou inutilmente abstratas – mas na realidade a Geometria Fractal tem muitas aplicações práticas.

A Geometria Fractal tem sido adotada em algumas empresas, tais como General Electric, Esso, Estúdios de Hollywood, e também em vários setores, como na Economia, na Medicina, para, por exemplo, realizar a análise de instabilidades paramétricas de estruturas, entre outros.